domingo, 14 de junho de 2015

Parentalidade ou ser Pais?

Devem estar na moda os cursos de parentalidade ou de repente estes pais modernos e actuais já nao sabem educar os filhos?
O curso de preparação para o parto justifica-se por si, que é um acontecimento muito específico gerador de muita ansiedade contudo, parece que educar e criar um filho também já o é!

Ele é workshops em como falar com adolescentes, sobre adolescência, multiplicam-se serviços que ofecerem coaching parental, mediação  familiar e até  formações em coaching para esse fim...será que se justifica?

Os nossos pais já não têm tempo para lembrar como foram educados? De aprender com os filhos? Conversar com eles? Não se lr,besm do que é ter a idade deles?
Estas crianças modernas e actuais requerem outro tipo de formação pelos pais?
Terá nascido o conceito de manual para educar um filho que tanto se ansiava há milénios?

Será assim tao difícil criar e educar um filho, actualmente?

Eu não tenho filhos, porenquanto...mas sei reconhecer que os miúdos de agora são diferentes dos da minha geração e que já foram diferentes da geração da minha mãe e por ai adiante. Mas será que se justifica?

Talvez a falta de tempo (para estar com os filhos), paciência(para estar cim eles depois dos x trabalhos ou depois de x horas de trabalho ou para lidarem com os dramas pois eles próprios estão deprimidos por várias razões) e cansaço no geral, sejam factores determinantes para procurarem este tipo de soluções cada vez que vejo publicidades a coaching parental...mas justifica-se? (Claro que quem procura tem outra disponibilidade financeira)

Os pais precisam de pagar para os motivarem e orientarem na educação dos filhos?

São miúdos: passam por várias fases, cometem erros, aprendem, evoluem, amadurecem, e vão cometer sempre erros e voltar a aprender...

A tarefa dos pais é acompanhá-los, conversar com eles, educá-los...

De outra perspectiva, os pais sempre poderam contar com os serviços de psicologia para os ajudarem. Porque os pais também ficam psicologicamente vulneráveis.

Mas já não sei se estes coaching são fruto da inaptidão para a vida social que se está a desenvolver na sociedade actual, devido ao uso expressivo de redes sociais e tecnologia, se é estar a desviar a responsabilidade de serem pais presentes para os filhos, que são umas pestes, e não conseguem fazer nada deles?

Ou então preferem seguir pelos conselhos de estranhos, em termos de educação-só teoria-do que aprender com os filhos a maneira como os educar.

Os miúdos fazem asneira e são umas pestes para vos chamar a atenção, oh cromos! Eles sentem a vossa falta! Socializem com eles!

Manuais de educação são necessários mas nenhum refere o tipo de criança que o vosso filho é!

As crianças são seres humanos, únicos, assim como os seus pais!
A educação não é apenas ler manuais, é aprender também entre vós!
Por muito jeito que faria os miúdos trazerem manuais eles não são máquinas que consigamos antever se darão problemas ou avariar...

Parentalidade soa-me a termo demasiado técnico para aquilo que define ser-se Pais...é mais que uma função, é um sentimento...

domingo, 7 de junho de 2015

Gente como nós - reportagem Tvi

Hospital Júlio de Matos ou Parque de Saúde de Lisboa...
A segunda opção parece-me melhor, até para os muitos homens chamados Júlio de Matos por esse país fora. Ser-se associado é piada desnecessária e este apontamento também o é.  Adiante...
Foi com enorme carinho e saudosismo que assisti à reportagem, que nada mais foi que uma visita floreada a utentes arrependidos, hoje em dia, com alguma lucidez e capacidade para reconhecer que "a determinado momento a sua mente cedeu". E cometeram erros, destruíram sonhos...destruiram-se. Todo um jogo neuroquímico e endócrino que fatalmente fintou a sanidade, que os traiu...traídos pelo próprio corpo, pela própria mente.
Não podia ter sido de outra maneira. Mostrar que a gestão da sanidade mental é possível, já a total recuperação é discutível.
É possivel tomar um café, trabalhar, assumir responsabilidades e estar em sociedade. É possível até ser cuidado num serviço de saúde por uma pessoa de sanidade questionável...mas disso já todos temos a nossa experiência.
Tenho a apontar o que todos apontaram: a medicação prejudica a inserção no mercado de trabalho, na vida em sociedade...numa relação a dois. É possível trabalhar, mas é um esforço Herculiano. As depressões não se gerem em casa, na cama... podem no entanto, passar por lá, transitóriamente. A vida em sociedade é uma constante ansiedade e bonitas histórias de amor terminam por incapacidade para gerir coisas simples que outrora...enfim.
Por outro lado, há a psiquiatria forense...muito mais pesada. E a ala das pessoas doentes desde que nasceram, que foram abandonadas e esquecidas naquele hospital, completamente sub-estimuladas e inaptas para vida autónoma em sociedade.

Ninguém está livre que a sua mente..."dê o click"
Foco numa coisa de cada vez...um dia de cada dez

da geração prozac á geração ritalina

Ontem assisti a parte da reportagem que passou na rtp sobre as crianças diagnosticadas com hiperactividade e déficit de atenção.
A saúde mental, em geral, preocupa-me. Especialmente, a saúde das crianças e não tanto a dos pais.
Estamos a falar na introdução de drogas sintécticas e com efeitos secundários diversos em seres em desenvolvimento, em cérebros em desenvolvimento.
Estas "doenças recentes"  eram antigamente conhecidas como "bichos carpinteiros", "irriquietude", "reguilice", "manhas", etc. e caracterizava uma fase do desenvolvimento importantíssima que era designada por infância. Ser-se criança. Tipicamente, estes comportamentos passavam com a aplicação da palmada terapêutica no rabo.
É importante que estes distúrbios neuroquímicos complexos, com efeitos comportamentais, não sejam banalizados e baseados em relatos de educadoras cansadas que não têm mão em 40 ou 50 crianças. É muita criança para uma pessoa só, mas é a realidade...
Pais cansados, que chegam a casa e o filho quer atenção e brincar e facilmente se distraem porque estão ávidos de coisas novas. Chama-se curiosidade...e os pais nao têm pedalada para isto. Por várias razões, uma delas tem a ver com os horários de trabalho,  preocupações económicas etc. Não estou a menosprezar...entendo.
Quanto ao desempenho académico, dificuldades de aprendizagem, convém averiguar a causa: pais, lembram-se quando vocês não  conseguiam entender a matéria quando a professora explicava? Métodos de ensino; cada criança tem o seu modo de aprender, como nós temos em adultos. Distracção; crianças querem é brincar! e é a brincar que aprendem. Hiperactividade; os miúdos têm muita vitalidade e energia, o contrário é que é de estranhar e que tal mais brincadeira e desporto? Manhas; chamadas de atenção, os miúdos sentem a vossa falta e querem estar convosco.

Nenhum pai deve utilizar o termo "aguentar" quando se trata de criar e educar um filho-eu ouvi este termo na reportagem e arrepiou-me pela negativa! Nem deixar a definição de uma doença tomar lugar o nome do vosso filho!
Que nunca mais se ouça "aguentar um hiperactivo"...

Ponderação,  peço isso.

sábado, 6 de junho de 2015

Chocolate

Tomei conhecimento deste local através de um colega de trabalho que nos presenteou com um belo bolo de chocolate, aqui há coisa de um ano.
Depois disso, desloquei-me à Rua das Flores, para efectivamente desfrutar do ambiente e do chocolate.
Aprecio comida e sobretudo sobremesas, muito mais, se tiverem chocolate. Aprecio ainda, os momentos...

http://www.landeau.pt

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Oie galéra!

Voltei e não, não  emigrei.
Nem tenciono, até realizar os meus sonhos aqui em Portugal!
Tive necessidade de efectuar uma "RCP" ao blog, a uma parte de mim que me acompanhou no atravessar de uma série de fases e que me volta a fazer sentido.
No fundo, vou alimentar o ego com a ilusão que alguém vá tropeçar por aqui e se vá identificar com as mesmas problemáticas que irei apresentar. Mentira...vamos falar de cenas felizes!
Chocolate, gastronomia, ciência, desacordo ortográfico, passeios, ...o que me apetecer!
Pela minha saúde mental...vou voltar a publicar e a partilhar o que quiser!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Rezas vs. esquizofrenia



Porque é que quando falamos com Deus, estamos a rezar...


...mas quando Ele fala connosco somos apelidados de esquizofrénicos?




Um pensamento apresentado em citação da qual não me lembro na íntegra durante uma apresentação nas jornadas a que fui assistir...particularmente interessante.